terça-feira, 27 de julho de 2010

O Doce da Tia Zelinda...

Doce de leite pra mim, tem sabor de infância de São Paulo, ainda mais se estiver quente e no prato fundo.
Quando éramos crianças, eu e meus 3 santos irmãos, sempre íamos para casa da Tia Zelinda, a queria irmã Margô da Vovozinha.
Lá, junto com os seus 04 santos filhos, aprontávamos todas...
O que acontecia nessas reuniões, nem Deus acredita...
Éramos tão encapetados que não sei como a Vovozinha e a Tia Zelinda não enlouqueceram. Se bem que elas também não deixavam por muito menos; se naquela época existisse o conselho tutelar, hoje aquelas 8 crianças estariam distribuídas em famílias adotivas rsrsrsrs...
Exageros a parte, para sossegar o bando de capetas, a Tia Zelinda procurava fazer de tudo. E algo que entrou para a história foi o doce de leite da tia Zelinda... Deveria até ser patenteado!!!
Ela costumava fazer uma panelada de doce e dividia igualmente em 8 pratos fundos para os santinhos se distraírem na tarde chuvosa...
Passávamos a seção da tarde e seção aventura em volta do prato, porque não se podia desperdiçar um só tantinho... Repare, não disse uma colher, ou pratinho de sobre-mesa, disse prato fundo, aqueles em que comemos sopas... Para aquelas pequenas boquinhas, era quase um pirex... Para o André, Juninho, Sheyla e Rodrigo, os primos “bom de boca” era mole, mas pra gente, que na ocasião éramos um bando de magrelas, claro não tô contando o Leandro (rsrsrsrs...), era uma tarefa muito complexa aquele prato de doce-de-leite.
Comíamos com lágrimas nos olhos, o maxilar travava de tanto doce, e ai... ai da gente se não comêssemos tudo.. Levávamos uma baita bronca, e pior, a Tia Zelinda ainda nos fazia sentir culpados, mas tão culpados, que o choro ora por ter que comer doce, tomava outro sentindo, o de não querer mais o doce... Oras bolas, ela tinha feito com tanto carinho e a gente não queria comer??? Como nós poderíamos fazer isso???
Hoje, passado +/- 25 anos, estamos curtindo os efeitos a longo prazo do doce da Tia Zelinda – rsrsrsrsrsrs...
E claro, sempre lembrando dessa história, que fala da nossa tia querida, a MAIS QUERIDA, quase nossa mãe...
Ahhh Tia (Ze)Linda, não é a toa que você se chama assim...

3 comentários:

Amanda disse...

Ecaaaaaaaaaaaa!!!! Não queria ser vcs!!!!

Anônimo disse...

Gi....Li sua história e me diverti muito, ela retrada boas fases de nossa infância, a gente se divertia muito mesmo, como era bom.

A Tia Zely e minha Mãe sempre usava de chantagens emocionais para tentar levar a gente na conversa, "e ainda usam" (kkkkk).

Um beijão Prima.


Junior

Zelinda Coser® disse...

Nossa essa tia deveria ser boa de mais ^^ hihihiii tem o meu nome ^^